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- Sem Cabessa- Como assim dois uísque? - mau humor - Cachaçaria - Copy & Paste - Uma dama não comenta - Liquito ![]()
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Segunda-feira, Dezembro 22, 2003Bom, eu queria escrever um causo qualquer pra colocar aqui, mas a coisa foi ficando maior que eu... e saiu esse "monstro". Pra quem não está acostumado a ler vai parecer grande, mas leiam do mesmo jeito. Eu gostei. Coisas da vida Eram duas pessoas completamente diferentes. Ele homem, ela mulher. Ele pobre, ela rica. Ele doente, ela saudável. Ele ateu, ela evangélica. Por ironia do destino, se conheceram. E se gostaram. Engajaram em um namorico, desses de criança: pegar na mão, beijinho chocho, risadinhas. Ela gostava. Ele também. Conversavam a valer, sobre tudo: futebol, futuro, computador, poesia. Às vezes conversavam até sobre religião, mas evitavam o assunto. Faziam de tudo, menos o que ele mais queria: sexo. Puro e simples. Depois do êxtase inicial do relacionamento, a única coisa em que pensava era ela pulando em cima dele. Certo dia, num sábado a tarde, resolveram ir ao cinema. Assistiriam um filmezinho qualquer, já que não estavam interessados em prestar atenção à apresentação. Como ambos eram menores de idade, usariam o cinema como motel - Não no sentido mais extenso da palavra, mas estavam pensando em fazer uma loucurinha ou outra. E, sendo assim, foram. Filminho chato, aquele! Quatro pessoas na sala: os dois, uma senhora na fileira da frente e um rapazinho sentado no canto, porém a configuração não ficou por muito tempo assim. Tão logo o casal começou a se beijar, o homem e a velha mudaram de lugar. A velha pulou uma fileira para frente e o homem pulou três, andando na transversal, parando numa poltrona no mo meio da sala. A essa altura a menina já estava no colo do nosso amigo. Ambos estavam com fogo. "Vamos sair daqui", ele sugere. Ela ri, do jeito que só meninas muito excitadas conseguem rir. Aquele riso baixinho, gostoso, com a boca entreaberta. "Iríamos para onde?" pergunta, indo em direção à boca dele. "Sei lá", geme, "Vamos para o banheiro. Ninguém pode nos pegar lá". Ela o beija loucamente. "Vamos. Vou primeiro, você espera eu ver se tem alguém lá". Ele consente. Ela vai. Ele espera. "Vazio", ela fala, sem voz, só com a cabeça para fora. Ele lê seus lábios e avança. Já entra no banheiro feminino a agarrando. Ela senta na pia, de pernas abertas, com ele no meio, beijando seus seios, há pouco coberto por uma blusinha dessas modernas que aparecem nas propagandas. Ela, já descabelada, com a cara virada pra cima e olhos fechados, gemendo de prazer, empurrando a calça do namorado pra baixo, em um ímpeto enorme de cópula. Ele a puxa pelas coxas, levantando seu corpo e a colocando na privada, fechada. Trancam a porta do box. Tiram as roupas. Ela começa chupando o membro do rapaz. Um oral que ele nunca tinha visto igual, e era a primeira vez da garota. Minutos depois eles trocam de lugar. Ele senta e ela fica de pé. Colocam a camisinha. Ela, temendo pela dor que tanto falam que atinge a mulher virgem que dá pela primeira vez, senta nele, bem devagar. Não doeu tanto quanto ela pensava. Sangrou um pouquinho, para falar a verdade, mas nenhum rio de sangue digno de Cavaleiros do Zodíaco. Cavaleiros do Zodíaco sim. Mesmo não parecendo a melhor colocação para se descrever um ato sexual, com amantes cheios de tesão, movimentos repetitivos e graciosos e toda aquela atmosfera densa, em parte criada pela respiração dos envolvidos, é uma colocação que vem muito a calhar nesta situação. Vejam o porquê: Pouco tempo após começarem o sexo propriamente dito, a porta abre: o gerente, o lanterninha, a faxineira e a senhora da sessão. "Eu falei!", grita a velha, com voz de gralha moribunda. "Eu falei! Esses dois aí não respeitou ninguém lá no filme! Ficou só nessa chupação, e era tão barulhento que nem dava pra ouvir o que o ator lá falava! Eu olhei pra cara do moleque... EU SABIA QUE ELE IA FAZER SEM-VERGONHICE!". "Calma, senhora!", diz a faxineira, que não agüentava mais a velha despejando gritos em seu ouvido. "Não tinha ninguém lá na sala mesmo..." "MAS TINHA EU, ora! Que despautério isso! Não respeitam mais nem uma mulher de idade!", resmunga e sai andando pra fora do banheiro. O lanterninha e a faxineira trocam olhares de "Putz grila" e ela vai atrás da velha, tentando acalmá-la. "Muito bem, jovens", o gerente toma a palavra. "Acho que vocês nos devem uma explicação. Joalmir, cadê a roupa deles?" Joalmir, o lanterninha, responde, meio sem jeito "Acho que está embaixo da bunda dele, senhor..." "Oh sim", comenta o gerente, desconcertado. "Bom, filhos, a festa acabou, vistam-se", manda, fechando a porta do box. Já vestido, o jovem sai do cubículo, bastante envergonhado, seguido da namorada. "Nós temos que ligar para seus pais. Se vocês tiverem a bondade de nos dar os números dos telefones...", pede o gerente, rapidamente cortado pelo garoto: "Vai nessa". "Bom", o gerente sorri malevolamente, "se não conseguirmos falar com seus pais, teremos que falar com a polícia..." Os namorados se entreolham. Ao fundo, fora do banheiro, pôde-se ouvir a velha grasnando "Mas nessa idade já fazendo besteira! Na minha idade se eu fizesse isso, Deus me livre o que poderia acontecer! Meu pai me matava e cortava o pingulim de quem estivesse comigo! Cruz credo! GRAÇAS A DEUS papai me colocou numa escola de freiras! Me poupou um grande trabalho me tirando do caminho que eu precisaria ficar a vida toda procurando um marido e me colocou no caminho da oração... QUE TODOS DEVIAM SEGUIR" e a faxineira, após isso, retrucando com um genial "Mas se todos fossem padres e freiras, a senhora não estava aqui". Depois do argumento, ao que parece, a velha parou de falar bobagem. Mas de falar bobagem na altura que falava, isso, com certeza, a velha parou. Voltando ao banheiro feminino. Namorados transtornados, gerente pê-da-vida e lanterninha inútil sobrando. A garota dá um passo à frente e diz, corajosa "tressetedoisum, meiameia nove quatro". "Como?", pergunta o gerente, de novo, dessa vez mais interessado. "Tressetedoisum, meiameia nove quatro", repete a menina. "Trestresmeiacinco, meiadois meiadois", fala o garoto. "Ok. Joelmar, ligue para os pais desses jovens. Diga-lhes para vir aqui urgente". O lanterninha acata a ordem com um movimento de cabeça, dá meia volta e vai embora, resmungando "Joalmir, porra. Joalmir". "Mas que merda é essa que tá acontecendo aqui?", esbraveja o pai da garota, suado, entrando na sala da gerência. "É que...", o gerente hesita, "... flagramos sua filha e esse rapaz aí em... é... uma situação nada agradável". "Quê? Como assim 'situação nada agradável'?", pergunta, do fundo da sua inocência. O gerente, paralisado, procura palavras para responder. Desnecessário: o pai da menina pula em cima do garoto, gritando "O que você fez com a minha filha, seu desgraçado". Joalmir prontamente separa os dois. O pai da moça era visivelmente maior que o moleque. Era baixo, sim, mas tinha uma barriga e um braço de dar inveja. O garoto, por sua vez, era alto mas magrinho. Joalmir era o meio-termo entre os dois: meio alto, meio forte e meio barrigudo. A menina fala "Pai, pára com esse escândalo!". "Parar o cacete!" retruca o pai. "Esse traste aí vai é casar com você!", diz, apontando para a cara do rapaz. Ele solta sem querer uma risada "ah, claro.". "Ahhh! Vai sim! Ninguém, NINGUÉM faz isso com a minha filha e fica por isso mesmo!". "Pai, quer parar com isto?", pede a filha, já transtornada a muito tempo. "Parar? Filha!", surpreende-se. "Mas de que lado você está?", pergunta, com voz de cachorro morto. "Estou fazendo isso pro seu bem! ESSE rapaz aqui vai ter que arcar com as responsabilidades!", afirma, segurando o pescoço do namorado da filha. O gerente, vendo a cena, recomenda "Vamos acalmar os ânimos, gente. Pra começar: seu Arnaldo, solta o garoto. Vamos nos sentar e discutir isso feito adultos que somos". Encarando o pedido do gerente, o pai da moça bufa e, finalmente, senta. "Esse cara vai se casar com a minha filha e ponto final!", brada. "Paiê!" "Bah!", responde o garoto. "Por que me casaria com ela?" "Paiê! Se eu estivesse grávida, entenderia essa ceninha toda!" "Mas a gente ainda não sabe disso. Ele vai casar com você SIM!", anuncia. O garoto, matreiro, fica pensando em algo pra falar. Sua mente se ilumina. Vira-se para o pai da namorada e pergunta, categórico: "Qual a sua religião?" "Bah! Como assim, 'minha religião'? Além do mais, que te importa!?". O garoto sorri. "Ora. Se você for religioso como sua filha é, você vai ser moralmente impedido de aceitar um casamento desse tipo". "Ai, Cleyton, pára de falar isso pro meu pai..." "Não... Calma aí filha." Ele se vira para o rapaz. "O que você quer dizer com isso?" "Ai, pai..." "Simples", o garoto exalta. "Você aceitaria, de livre e espontânea vontade, que sua filha se casasse com uma pessoa que não acredita que Jesus Cristo morreu na cruz para nos salvar, e aceitaria que os filhos da sua filha - seus netos - fossem criados em um ambiente sem Cristo?" "Como? Não me diga que você é um desses?", duvida o pai. O garoto se levanta. Estava pronto para fazer seu triunfante discurso sobre religião. "Lá vem merda", fala a garota, sussurrando, para seus botões. "Sim. Sou 'um desses', senhor. Acho que toda essa história de Cristo, Deus, é tudo uma tremenda idiotice. Sabe, se Deus é todo bondade, e todo poderoso, como você me explica", e é interrompido antes de acabar. Pelo pai da garota. Por um murro. Ele cai no chão, mas sem antes não bater com a nuca na quina da mesa, fato que o fez perder os sentidos. De fato, que mais tarde o faria perder a vida. Enquanto isso, fora do Shopping, aquela senhora idosa ia andando, esbravejando para si os "desaforos" que fora "obrigada" a "aturar". Estava tão concentrada nisso que não percebeu o carro vindo em sua direção. Pá. Morreu. A força do impacto fez seu corpo voar por 30 metros, até achar a superfície de água do mar que cobria o horizonte naquela avenida. O cheiro de hospital naquela UTI era sufocante. Só aceitavam tal desconforto porque, bom, porque ali era um hospital. Já haviam-se passado treze dias. Quem repousava ao leito era nosso conhecido amigo, o que foi estapeado na gerência, com a cabeça enfaixada de gaze. Ali também se encontravam a garota, a essas alturas do campeonato já ex-namorada, e seu pai, resignado. "Olha, filho. Eu... Eu não sei como poderia me desculpar. Eu estava com a cabeça quente, não pensei que íamos acabar nesse lugar.", diz, arrependido. "Só queria que soubesse que estamos fazendo o possível pra você sair dessa cama. Um parente meu neurologista vai vir ver o que você tem. Confie nele. Ele é muito bom". "Tudo que vocês falam entram por um ouvido e sai pelo outro", fala, débil, o rapaz. "Não que eu queira, mas é que não tenho mais a esponja que ficava entre as minhas duas orelhas pra absorver a ideia do que vocês estão falando", brinca. "Não se preocupem comigo. Minha única preocupação agora é saber se Deus me aceita ou não", diz. Estava sendo irônico. A menina sorri. O pai da menina sorri. O garoto estava sendo irônico. Mas eles não perceberam. No dia seguinte, todos os diários da cidade falavam de um único assunto: o corpo que aparecera na praia na noite anterior. Peritos disseram que o corpo pertencia a uma mulher de idade e que, pela contagem de células vermelhas no sangue, estava morta há mais ou menos duas semanas. O corpo estava irreconhecível, com partes faltando, com a pele podre, ossos roídos, membros destroncados. Enfim, ninguém reclamou o corpo. Era a nossa querida velhinha ranzinza religiosa. O dia era claro, vistoso. Um arco-íris despontava no céu, gabando-se de ser o único remanescente da chuva que se apossou do tempo de manhã. O cemitério já estava vazio, sendo que as únicas pessoas que estavam lá dentro, ambas vestidas de preto, eram o pai da menina e o pai do garoto. Um consolava o outro, sofrendo a dor da perda. Suas vozes ecoavam pelos becos de túmulos. "Foi o mínimo que pude fazer, seu Carlos. Cleyton, ainda na UTI, disse que queria que Deus o aceitasse. O mínimo que pude fazer foi homenagear a conversão de seu filho...", dizia, enquanto se distanciavam do túmulo do rapaz: um Mausoléu bonito, de pedra, com estátuas de ajos e santos e uma cruz no topo. Na porta lia-se "Vá em paz e desfrute da sua nova escolha". Por outro lado, onde o corpo da anciã católica foi enterrado havia somente uma lápide retangular, onde podia se ler, entalhado, "Aqui jaz um indigente". Thiago Bittencourt escrito por THIAGO BITTENCOURT CARVALHO ROSA às 01:08| argumentos. Quarta-feira, Dezembro 17, 2003Notei que a maioria dos leitores não-assíduos deste site são ou punheteiros ou são punheteiros com fetiches muito, mas MUITO estranhos. Porque digo isso? Simples: Introduzi (com todo o respeito) esse tal SiteMeter no site. Agora posso monitorar de onde vocês vêm e para onde vão quando passam pelo Semântica. Sinto-me um voyeur, pois. Interessantíssimo monitorar isto. Pois então. Com esta ferramenta pude ver o que a página que a galera está antes de parar aqui. Exemplos? Entre no Gloogle Digite "sexo com senhoras e velhas" sem aspas. Outro exemplo? Digite "tomando banho nuzinha" sem aspas. Divirta-se. escrito por THIAGO BITTENCOURT CARVALHO ROSA às 23:30| argumentos. Domingo, Dezembro 14, 2003Pegaram o Saddam
Saddam sendo examinado por um dos Inspetores da ONU. escrito por THIAGO BITTENCOURT CARVALHO ROSA às 13:07| argumentos. Sábado, Dezembro 13, 2003Olha onde o Beting foi parar....
escrito por THIAGO BITTENCOURT CARVALHO ROSA às 01:12| argumentos. Quinta-feira, Dezembro 11, 2003Plagiando o estilo Albino Blacksheep de postar conversas de mirc, ai vai um trechinho de uma singela conversa entre dois amigos meus: Tio Palada*Argh*: Kra pra mim esse tipo de coisa num é normal bixo tudo bem tem centenas de homossexuais nas ruas mas num é pro isso que temos que aceitar PQ DIABOS DEUS FEZ O HOMEM E A MULHER ENTAUM?¬¬ Hunter von Ulrich: deus nao fez ninguem Tio Palada*Argh*: =P naum concordo Hunter von Ulrich: foda-se Tio Palada*Argh*: ¬¬ Hunter von Ulrich: deus fez as lésbicas para os homens poderem ver filmes pornô sem que um pinto fique pulando pra fora a cada dois minutos. escrito por THIAGO BITTENCOURT CARVALHO ROSA às 01:08| argumentos. Sexta-feira, Dezembro 05, 2003Novo CD do Nirvana
escrito por THIAGO BITTENCOURT LUCAS VIEIRA às 13:58| argumentos. Segunda-feira, Dezembro 01, 200321. Um reservatório, com 40 litros de capacidade, já contém 30 litros de uma mistura gasolina/álcool com 18% de álcool. Deseja-se completar o tanque com uma nova mistura gasolina/álcool de modo que a mistura resultante tenha 20% de álcool. A porcentagem de álcool nessa nova mistura deve ser de: a - 20% b - 22% c - 24% d - 26% e - 28% a) d b) a c) e d) b e) c escrito por THIAGO BITTENCOURT CARVALHO ROSA às 00:14| argumentos. |
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